quinta-feira, 7 de agosto de 2008

2 - S.I.A.

Mangá Ais - Episódio 02 # S.I.A.


Cena 01 - O despertar...


Exatamente às 6 horas da manhã, em todos os alojamentos da SIA, tocou, como sempre, a campainha do despertar. Diego, porém, não deu importância. Estava tendo um sonho tão bom... Era bastante real. Sentado no muro da sua casa, comia as carambolas roubadas da casa da vizinha. Ele levanta e se prepara para subir na árvore mais uma vez, quando de repente...


- Acorda Cabeludo, tá na hora, cara! - berra alguém no seu ouvido.


Diego acorda assustado. Estava deitado confortavelmente em sua cama, no 4° dormitório do alojamento A, e não havia sinal de carambolas por perto. Glaucio ria da cara dele, enquanto arrumava a mochila.


DIEGO - Meu irmão... Você não podia me acordar de outro jeito? (meio irritado)

GLAUCIO - Huahuahuahuahuaha! Aí não teria graça! Você devia ter visto a sua cara! (ainda rindo)

DIEGO - ... (aborrecido)


A galera do alojamento, que tinha parado para observar a malícia de Glaucio e rir da cara de Diego, voltou lentamente a arrumar suas coisas, esperando mais. Glaucio agora se preparava para acordar Bruno, que era o único que ainda dormia.


GLAUCIO - E aew, Bruninho... (falou baixinho no ouvido dele antes de berrar...)


- ACORDA, VAGABUNDO!!!


BRUNO - Aerith, nãoooo! (acordando assustado, e ainda meio sonolento)

GLAUCIO - Hã? Quem? (sem entender)

DIEGO - ... (também sem entender)


Todos olhavam para Bruno, sem entender nada. Aos poucos, Bruno foi analisando a situação, olhando de Glaucio, que estava mais próximo, para os outros, destes para o dormitório, e finalmente, para si mesmo.


BRUNO - Qual é?! Tão olhando o quê?! Nunca me viram não? (perguntou, irritado)

GLAUCIO - Que foi isso cara? 'Tava sonhando com o quê? Ou com quem? (malicioso)

BRUNO - Com a tua... (ia falando, de mau humor, mas foi interrompido)

HELUÍZIO - Final Fantasy VII. Aerith é uma das personagens principais dessa obra-prima do mundo dos games. Foi com isso que estava sonhando! Eu te vi jogando ontem! (isse um dos caras que ainda permaneciam no lugar)

BRUNO - ...isso não tem nada a ver com... (meio irritado, mas novamente foi interrompido pelas risadas de Glaucio, que ecoavam por todo o alojamento)


Diego tentou segurar a risada, e acabou saindo um barunho estranho do seu nariz. Todos que ainda estavam no dormitório faziam coro às risadas de Glaucio. Bruno olhava para todos com um misto de raiva e desprezo. Mas ele só se alterou realmente por causa de Heluízio. Ele começou a se empolgar, se debatendo e ficando muito vermelho: parecia que ia morrer de tanto rir. Bruno tentou não dar importância, mas foi inútil. A essa altura, parecia pior que um demônio vindo do inferno.


BRUNO - CALEM A BOCA, SEUS P****! Vão se F****!!! (berrou, de forma bastante assustadora, dando uma voadora em Glaucio,que se abaixou, mas Heluízio estava logo atrás e não teve como esquivar)


Temendo novos ataques, a maior parte da galera saiu de fininho, ainda às gargalhadas. Heluízio, que tinha levado o golpe em cheio no rosto, estava caído no chão, desacordado. Glaucio ainda ria, esquivando-se das inúmeras coisas que Bruno atirava nele, enquanto tentava alcançá-lo. Depois de algum tempo, como ele não encontrou mais nada para jogar, arremessou Heluízio, que rolou escada abaixo. Diego arrumava sua mochila, calmamente. Era mais um dia tranquilo que começava na SIA.


Cena 02 - O memorando...


Ao mesmo tempo que os estudantes iam para o refeitório, do outro lado da SIA, mais precisamente na Ala Administrativa, o dia já havia começado. Pâmela estava nervosa. Deveria comparecer imediatamente à sala do Chefe do Dept. de Transporte Interno da SIA, segundo o memorando de aspecto oficial que recebera. Ela nunca havia feito isso antes, por isso parou defronte à porta da dita sala, e ficou por longos minutos ali, sem ter a coragem de entrar. Mas logo essa sensação passou: tinha passado por muitas coisas na vida, e não ía se acorvadar por uma coisa tão banal. Animada e decidida, entrou sem titubear. Só esqueceu de bater na porta antes disso. O homem de trajes impecáveis e ar arrogante lhe olhou com presunção. Não era nada simpático.


PÂMELA - Opss... (meio sem graça, percebendo o seu deslize)

CHEFE - Vejo que a Srta foi muito bem educada. É bom ver que nosso tempo e dinheiro não foram gastos em vão. (sarcástico)

PÂMELA - Me desculpe, senhor... (ainda sem graça)

CHEFE - Não importa. Tenho um assunto importante a tratar com a Srta. (sério)

PÂMELA - ... (prende a respiração, ansiosa)

CHEFE - A Comitiva dos Representantes da Matriz está vindo para o Teste de Graduação, que já está para acontecer. (muito sério)

PÂMELA - ! (surpresa)

CHEFE - Devido a certos acontecimentos e circunstâncias das quais... Bem, você só precisa saber que estamos requisitando a sua ajuda para transportá-los de forma rápida e segura.

PÂMELA - E-Eu?... (surpresa)

CHEFE - Suas habilidades são ideais para esta tarefa. Não será difícil para você. (ainda muito sério)


Pâmela estava agora pensando em todas as falhas de transporte que já havia cometido. Especialmente quando estava muito nervosa... e sendo pessoas tão importantes... e se ela falhasse? Não queria nem pensar no que poderia acontecer se...


CHEFE - Posso presumir que o seu silêncio seja um sim. Sabia que poderíamos contar com você! (num tom que encerra a conversa)

PÂMELA - É que... (sem palavras)

CHEFE - Pode ir. E não comente isso com ninguém. É extremamente sigiloso. (quase ameaçador) Apesar da maioria dos estudantes já ter conhecimento da ocasião, é segredo absoluto a chegada da Comitiva. É a primeira vez que eles vêm até esta sede, e não quero que nada estrague os preparativos, principalmente jovens inconsequentes. Entendeu?

PÂMELA - T-Tá... Sim senhor! (e sai da sala, mais nervosa do que antes)


Desejando ter falado alguma coisa, mas percebendo que já é tarde demais para argumentar, Pâmela segue silenciosamente pelos corredores, em direção ao seu alojamento. Não respondia quando alguém falava com ela, nem prestava atenção em mais nada. Estava completamente perdida em pensamentos. Realmente, fazia um bom tempo que estava na SIA, e era normal ser designada para missões mais difíceis, mas ser responsável pelo transporte e segurança dos membros da Cúpula da organização... era muita responsabilidade! Pensando que talvez suas preocupações seriam apenas fruto de seu nervosismo inicial, que realmente ela tem talento e iria conseguir, quase não reparou que já havia chegado no alojamento C. Porém, imediatamente desejou não ter reparado: deitado num banco de pedra, estava um velho e indesejável "amigo", que acenava sorridente para ela.


VINÍCIUS - Pam-chan! Não adianta se esconder, eu já vi você! (disse, com um largo sorriso, quando Pâmela tentou sem a menor discrição, desaparecer atrás de uma coluna de mármore.)

PÂMELA - "Droga! Só me faltava essa! Esse cara não, ele é muito chato!" (pensou ela)

VINÍCIUS - Você deve estar pensando, não é Pam-chan: "Ah, como ele está bonitão com esse quimono estiloso..." (todo sorridente, com as mãos apoiadas de cada lado da cabeça, como se estivesse realmente tentando ler os pensamentos dela)

PÂMELA - GRRR... NÃO É NADA DISSO!!! (dando um gancho de direita no pobre Vinícius)


- Hehehe... Mas que violência, Pam! Você deveria ser mais delicada com as pessoas, não é? (murmura uma voz)


Pâmela sabia de quem era aquela voz. Apesar de tê-la escutado pouquíssimas vezes, sabia que só podia pertencer a uma pessoa... E estava certa. Uma olhada em volta foi suficiente para confirmar. Lá estava ele, encostado displicentemente na parede oposta à coluna de mármore.


PÂMELA - João Vítor... (desconfiada)

JOÂO VÍTOR - Olá Pam. Vinícius, que bom vê-lo tão disposto! (sem expressar realmente nenhum interesse)

VINÍCIUS - Oi J.V., tudo bem? (respondeu Vinícius, segurando o queixo inchado, que, um minuto depois, já voltava ao normal)

PÂMELA - Que milagre encontrá-lo acordado! (com ar de deboche)


João Vítor olhou bem para ela. Pela primeira vez, parecia demonstrar interesse. Pâmela encarou bem os seus olhos semicerrados, que lhe davam a estranha sensação de estar sendo analisada.

JOÂO VÍTOR - Você parece bem preocupada. Isso é raro de acontecer. Foi a conversa na Sala do Chefe do Dept. de Transportes? (murmurou com o mesmo tom de deboche)

Pâmela ficou surpresa. Como ele sabia disso, se ela mesmo tinha acabado de tomar conhecimento da situação?

PÂMELA - Informação sigilosa. Não poderia lhe contar. (cortando)

VINÍCIUS - Pam-chan! Você é tão legal! (disse, impressionado)

PÂMELA - (olhar de desprezo para Vinícius)

JOÂO VÍTOR - Claro, claro, você não poderia nos contar. (disse, com o mesmo tom de deboche) Porém, nós sempre podemos deduzir... Você não acha? (com um sorriso misterioso)


Ele falou isso e se retirou, voltando a demonstrar seu desinteresse habitual. Pâmela nunca soube se podia confiar nele. Nunca se falavam, e quando isso acontecia, ele sempre parecia saber de tudo o que acontecia na SIA, coisa que a irritava. Mas registrou o fato de uma pessoa como ele saber sobre um assunto confidencial. Com certeza iria investigar. Mas como no momento não tinha muito ânimo, se dirigiu ao dormitório feminino, apressada. Tinha acordado muito cedo hoje, devido ao memorando do Chefe, e queria dar uma descansada antes de recomeçar o dia. Vinícius a seguiu.

VINÍCIUS - Espere por mim, Pam-chan! (saltitando atrás dela) Finalmente estamos sozinhos, aquele chato foi embora! Ah, o dormitório! Pam-chan, o que você está pensando em fazer? Huhu! Eu ainda não estou totalmente pronto, mas vou dar um jeito em nome do amor! (murmurou, muito vermelho. espirrando sangue pelo nariz)

PÂMELA - VÊ SE ME ESQUECE!!! (dando um chute no nariz dele, fazendo-o voar para longe)

VINÍCIUS - ... ela me ama... (diz, segurando o nariz quebrado, e desaparece além do horizonte)

Cena 03 - No refeitório...

Para se começar bem o dia, nada como um generoso café-da-manhã, pensava Diego. Seu estômago concordou enfaticamente, dando um ronco de alegria. Sonhar com carambolas lhe abrira o apetite. A essa altura, o refeitório já estava um pouco mais vazio. Diego, Bruno, e para o aborrecimento de Bruno, Glaucio, se sentaram em lugares próximos à mesa. Heluízio também se juntou a eles. Uns caras do alojamento que passavam por perto apontaram para Bruno e começaram a rir, tirando sarro. Bruno arremessou a bandeja de comida neles, furioso, acertando um deles nas costas.

BRUNO - Caramba! Já perdeu a graça! (esbravejou ele, olhando dos caras para Glaucio, que ria baixinho, e deste para Heluízio, que estava bastante vermelho pelo esforço de segurar a risada)

DIEGO - Calma, cara, relaxa. Come um pão-de-queijo e fica quieto. Você está muito estressado! (argumentou Diego, oferecendo um pão-de-queijo)


Bruno lhe olhou com raiva, mas aceitou o pãozinho, pois tinha arremessado o seu café-da-manhã nos gaiatos. Passados os desentendimentos e gracinhas, eles começaram a prestar atenção nas conversas que ecoavam por todo o local. Em todo o refeitório só se discutia uma coisa: o Teste de Graduação, que ocorre sempre uma vez por ano, e que iria acontecer dali a algumas semanas.

DIEGO - E então, vocês vão se inscrever? Parece que é preciso preencher alguns pré-requisitos antes... (tentando se lembrar)

HELUÍZIO - Que pré-requisitos são esses? (interessado)

Um dos caras do alojamento A, que até ali não participara da conversa, se aproximou.

DAVI - Vocês vão se inscrever? (perguntou, ao mesmo tempo em que o seu braço se esticou como se fosse borracha, e surrupiou um dos bolinhos da bandeja de Glaucio)
GLAUCIO - Ei, isso é meu! ( irritado)

DAVI - Calma, você tem muitos outros aí. Mas e então, vocês vão se inscrever? (perguntou novamente para eles, que tinham ficado surpresos com a habilidade do recém chegado)

DIEGO - Eu vou. É o único jeito de se formar mais depressa, não é? E os agentes formados tem permissão de sair da SIA em missão... então vou poder visitar a minha família. (disse, confiante)

BRUNO - Você ainda não desistiu disso? Depois de todos esses anos eles nunca vieram te visitar, cara... (disse, roubando também um bolinho da bandeja de Glaucio)

GLAUCIO - É festa, é? (irritado)

BRUNO - Eu também vou me inscrever, se puder. (disse, pensativo)

HELUÍZIO - Digo o mesmo! (comendo um empadão)

DAVI - Para se inscrever é preciso estar cursando o ensino médio, ou já ter terminado. A pessoa tem que ter boas notas e um bom comportamento, tipo, não se envolver em confusões e coisas do tipo. Além disso, parece que a pessoa também tem que ter um desempenho mediano ou maior nas "matérias extra curriculares", porque os testes são bem complexos. (explicou)

GLAUCIO - Boas notas?! Droga, pra que eles precisam disso? (desapontado)

HELUÍZIO - Desempenho mediano ou maior...? (pensando no seu desempenho abaixo da média)

BRUNO - Bom comportamento?! Mas o que isso tem a ver? (disse, com raiva)

DIEGO - Esperava outra coisa... parece fácil! (refletindo, sem ter percebido os comentários dos amigos)

- COMO ASSIM, ESPERAVA OUTRA COISA?! PARECE FÁCIL PARA VOCÊ!!! (berraram todos, menos Davi, no ouvido de Diego)
DAVI - Bom, boa sorte para vocês... (e voltou para a sua mesa)

Todos olhavam para Diego com raiva. Diego tentou puxar conversa, mas ninguém demonstrou interesse. Então ele tentou contar uma piada, mas ninguém riu.

DIEGO - O que foi? (disse por fim, desconcertado) Não é minha culpa se estou pronto para o teste!!! (e dizendo isso, muitas pessoas olharam para ele)
- SERÁ MESMO? CALA A BOCA, SEU ARBUSTO!!! (alguém gritou lá do outro lado da mesa)

Todos riram. Depois dessa, todos se dirigiram para as aulas do dia.

Cena 04 - Naquele mesmo dia, depois das aulas da tarde...

Bruno, Diego e Heluízio seguiam em direção ao pátio B, para praticar um pouco. Heluízio tinha pedido (praticamente implorado) por umas dicas, já que também pretendia se inscrever para o teste, e precisava urgentemente melhorar o seu desempenho abaixo da média. Bruno os acompanhava porque queria dar boas risadas das tentativas de Heluízio. Vinham conversando sobre a aula que tinham acabado de ter.
BRUNO - Odeio aulas de canalização... Me dão dor de cabeça. (pressionando a testa)

Alguém surgiu do arbusto mais próximo, assustando todos eles.

GLAUCIO - É porque a aura sempre fica concentrada na sua testa! (disse, depois de aparecer do nada)

BRUNO - Caramba! Você é doido?! ( irritado)

DIEGO - É mesmo, cara, para de fazer essas coisas! (também irritado)

GLAUCIO - Para onde vocês estão indo? Não estão indo estudar, não é? Seus CDFs! (também irritado)

BRUNO - Não. (secamente)

HELUÍZIO - Eu pedi para Diego me dar umas dicas... para o teste, sabe? (preocupado)

GLAUCIO - HAHAHAHA! Eu tinha me esquecido que você era o pior estudante de toda a história da SIA! (rindo)

HELUÍZIO - Seu... (aborrecido)

DIEGO - Putz, Glaucio, não atrapalha! ( irritado)

GLAUCIO - Tudo bem, tudo bem, vou ficar só olhando... (contendo o riso, tendo más intenções)

Ao chegarem no pátio B, Bruno e Glaucio se sentaram numa das largas bancadas de pedra, enquanto os outros dois foram para o centro do local.

DIEGO - Muito bem, você tem mais dificuldade em...? (se alongando)

HELUÍZIO - Bem... Tudo. (meio sem graça)

GLAUCIO - É impossível, Diego! Desiste, cara! (rindo alto)

Diego não se deixou abater. Recomeçou:

DIEGO - Bem, vamos começar pelo básico. Pelo menos a teoria você sabe, não é? (hesitante)

HELUÍZIO - Sei... um pouco. (ainda sem graça)

BRUNO - Todo ser vivo, desde a planta mais sem graça, até os seres humanos, possuem o que chamamos de aura, sua energia interior. Dependendo da região, o nome pode mudar. Pode ser Ki, Chi, essa baboseira toda. ( interrompeu Bruno, que não acreditou no "um pouco" de Heluízio)

HELUÍZIO - Hum... Lembrei. (costrangido)

DIEGO - E em cada um, essa energia está concentrada em maior ou menor quantidade. Nós, que nascemos com dons especiais, temos uma aura bastante intensa, muito maior da existente em humanos normais. (tentando explicar)

HELUÍZIO - ... (prestando atenção)

DIEGO - Aprender a controlar a aura é o segredo para controlar os nossos poderes com precisão. É por essa razão que todos nós estamos aqui. (conclusivo)

HELUÍZIO - Para mim é muito difícil colocar tudo isso em prática... (pensativo)

GLAUCIO - É claro! Isso agente já sabe! HAHAHA! (tirando onda)

BRUNO - Cala a boca, seu... (irritado)

DIEGO - Beleza, então vamos começar! (se aquecendo)

HELUÍZIO - Que?! Não peraí... (despreparado)

Diego juntou as mãos, como se estivesse rezando, e começou a concentrar a sua aura, criando um pequeno círculo de energia em torno de si. Depois disso, relaxou, e inesperadamente, os cachos de seus cabelos começaram a soltar e se alongar, como se tivessem vida própria.

DIEGO - Viu? Expandindo e controlando corretamente a minha aura, eu consegui controlar a minha habilidade natural. Meus cabelos têm vida própria, são como uma extensão dos meus braços e pernas. (orgulhoso)

GLAUCIO - É isso aí, Dieguinho! Quanto você não gasta de shampoo, hein? (rindo)

BRUNO - É verdade... ele gasta o estoque do bairro inteiro em apenas um cacho. (sarcástico)

HELUÍZIO - Incrível... comparada com a sua habilidade, a minha é meio inútil... (impressionado)

DIEGO - O que você faz? (curioso)

HELUÍZIO - A minha risada... é contagiante. Quando eu começo a rir, todos que estão por perto riem também. (chateado) Além de ser uma droga de habilidade, o pior é que eu não consigo controlar... (ainda mais chateado)

DIEGO - Bem... é claro que deve haver uma utilidade para isso... (tentando consolar e ignorando com todas as forças as risadas de Bruno e Glaucio, que vinham cada vez mais altas da bancada de pedra)

HELUÍZIO - ... (aborrecido)

DIEGO - Tente! Vamos lá! ( incentivando)

HELUÍZIO - Tudo bem... (sem emoção)

Heluízio juntou as mãos, da mesma forma que Diego, e começou a concentrar a sua aura, criando um pequeno círculo de energia em torno de si. Depois disso, tentou relaxar, mas o círculo ficava cada vez maior, até se expandir além do pátio, provocando uma explosão ao longe.

HELUÍZIO - Opss... (congelando)

BRUNO - Droga! Sujou, caramba, vamos embora! (temendo mais uma confusão para o seu currículo)

GLAUCIO - Vai logo, vai logo! (empurrando Bruno, que caiu no chão, e correu o mais rápido que pode)

BRUNO - P****! Aquele desgraçado! (se levantando do chão)

DIEGO - Vamos logo, Heluízio! Corre! (seguindo os outros)

Heluízio começou a correr também. Os quatro voltaram rápido para o dormitório, pegando alguns atalhos. O prédio e todas as instalações da SIA tinham inúmeras passagens secretas, e, para sorte deles, Glaucio conhecia mais da metade delas. Antes que alguém pudesse pegá-los no flagrante, já estavam a salvo.

BRUNO - Você é maluco?! Caramba, você quase nos ferrou! (disse, ofegante e irritado)

DIEGO - Vê se você toma mais cuidado da próxima vez! ( também irritado)

GLAUCIO - Próxima vez? Você 'tá doido?! (descrente)

HELUÍZIO - Foi mal, galera... (ofegante)

E assim, acaba mais um dia tranquilo na SIA. Pelo menos para eles...


TO BE CONTINUED...

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